Palavras machucam, a falta delas também

Palavras machucam, a falta delas também

Comunicar é a forma que encontramos para nos relacionarmos com o mundo. À exceção daqueles que portam alguma deficiência, temos os nossos sentidos para captar as sensações do mundo exterior e nos comunicar com ele.

Essa comunicação é geralmente influenciada pelo nosso estado de espírito, nossas emoções, nosso background, nosso ambiente. Além da influência de nossa conversa interna, daquilo que dizemos a nós mesmos.

Certa vez assisti a um vídeo do Seitii Arata onde ele fez uma pergunta que passei muito tempo meditando sobre:

Hoje você tem a felicidade de falar o que pensa, fazer o que fala e de pensar aquilo que diz?

Nossa integridade de propósitos está interligada com nossa comunicação.

Falamos o que pensamos? Estamos cercados das pessoas que consideram e respeitam a nossa opinião? Podemos ser francos e sinceros (sem magoar) e saber que nossas ideias serão bem recebidas?

Fazemos o que falamos? Cumprimos nossas promessas a nós mesmos? Cuidamos do “excesso de comunicação”? Analisamos a reação das pessoas às coisas que prometemos? Realizamos aquilo que dissemos que iríamos fazer?

Pensamos cuidadosamente naquilo que dizemos aos outros? E a nós mesmos? Estamos presos em um círculo negativo de comunicação? Ou usamos nossas palavras para edificar, elevar e enaltecer as pessoas à nossa volta?

Vou mais longe nos questionamentos:

  • Qual foi a última vez que vocêdisse ‘Eu te amo’ às pessoas que lhe são importantes?
  • Qual foi a última vez que parou em frente ao espelho e disse ‘Eu me amo’?
  • Você já disse a seu cônjuge hoje que o (a) ama? Aos seus (suas) filhos (as)? A seu pai, sua mãe?
  • Sua comunicação intrapessoal (aquilo que você diz a si mesmo) é positiva apesar das adversidades da vida e dos desafios, erros e dificuldades que topamos pela vida?
  • Até quando você vai permanecer agindo no automático, esperando resultados diferentes?

Podemos ser novas pessoas agora. Basta agirmos de modo diferente do que vínhamos agindo ontem. Ser diferente implica em um conjunto diferente de ações diante da vida.

Ser minimalista não quer dizer que vamos ‘reduzir nossas comunicações’, reduzir a quantidade de amigos no Facebook, reduzir os contatos da agenda do telefone, etc.  Claro que podemos fazer isso também como parte do processo.

Ser minimalista nesse aspecto, significa que vamos nos comunicar com integridade, com assertividade, ponderando a respeito do impacto que nossa comunicação causa às pessoas. Precisamos analisar se o que vamos dizer merece ser lembrado, repetido e comentado.

Em um mundo onde temos milhares de notícias, blogs, vídeos, propagandas… Em um mundo onde se fala tanto, não é de espantar que tenhamos tantos problemas psicológicos, de comunicação, de ausência de empatia, de entendimento e de aceitação da opinião divergente do outro.

Além de ponderar sobre o que devemos dizer também precisamos saber quando falar e quando calar. Muitas pessoas nos procuram buscando apenas um ouvido amigo. Alguém para ‘desabafar’. Escutar em silêncio e com atenção, às vezes, é o maior presente que podemos dar a quem amamos.

Comunicação, empatia e silêncio. Que possamos aplicá-las em nosso dia-a-dia minimalista!

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Wagner Travassos

É pai de quatro meninas, escritor e amante da filosofia positivista como forma de aperfeiçoamento pessoal.

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